CRIA

CRIA – Centro de Referência Integral de Adolescentes
Ponto de Cultura Ser-Tão Brasil – Rede de Artes e Sentidos
Rua Gregório de Matos, 21, Pelourinho – Salvador, BA
www.criando.org.br

Por Fernanda Colaço*

O Plano de Mobilização esteve inserido no Programa de Educação para Cidadania do CRIA, especificamente no eixo de atuação institucional de Irradiação de metodologia e articulação da Rede Ser-tão Brasil.

A Rede Ser-Tão Brasil é uma articulação entre 17 grupos comunitários da cidade de Salvador e grupos culturais de 19 municípios baianos, inicialmente provocados pelo CRIA, que busca a transformação social através da arte, revelando novas formas de desenvolvimento local a partir da expressão das culturas populares.

Nesse sentido, os objetivos do Plano de Mobilização comungaram com os objetivos da Rede Ser-tão Brasil contribuindo com o engajamento da juventude em experiências efetivas de participação política: inspirar novas experiências e ações organizadas coletivamente, com e pela juventude, que valorizem a criatividade, a liberdade, a criação artística, as culturas tradicionais locais, a relação do homem com a terra e as formas solidárias de sobrevivência; a partir de articulações político-culturais locais, pelo bem comum e possibilidade da vida simples e digna em cada lugar.

O Plano de Mobilização envolveu 7 grupos comunitários organizados por jovens em 9 pequenos planos de mobilização realizados nas comunidades de São Lázaro, Fazenda Grande do Retiro, Pernambués, Periperi, Paripe, Fazenda Coutos, São Tomé de Paripe. Parte destes planos aconteceu dentro da agenda de atuação política da Rede através de feiras culturais, momento estratégico para mobilizar diversos atores locais revelando as especificidades e militâncias nas áreas de saúde, educação e cultura, de cada grupo com sua comunidade, além de ser uma grande mostra que revela as artes e culturas desses territórios.

Resultado de toda essa movimentação é a maior aproximação e diálogos entre as lideranças de dentro e fora das comunidades; mais parcerias estabelecidas entre os grupos comunitários e esses representantes culturais, assim como também maior entendimento por parte dos jovens participantes sobre as discussões que foram levantadas na Conferência Nacional de Juventude, através das cartilhas utilizadas como ferramentas para subsídiar as discussões realizadas nas ações.

“A idéia sugerida pelo projeto Programa Frutos do Brasil de discutirmos participação juvenil e políticas de juventude, foi acatada de imediato, afinal, mesmo quando sabemos as formas conscientes de agir e não a praticamos, percebemos que estamos deixando em nossas trajetórias, enormes lacunas que só reforçam a distância entre os nossos discursos e práticas. Por entender isso e mais ainda por estar empenhado na luta por mudanças de atitudes que resulte no comprometimento com o bem-estar de outras pessoas e da nossa sociedade de um modo geral, realizamos uma ação com significados expressivos, que só contribuiu para uma maior tomada de consciência dos interessados, resultado de um forte desejo de mudança, digno de ser multiplicado.

Me invento e reinvento quando me proponho a trabalhar com essa juventude e isso só traduz a força, capacidade e necessidade que temos em estar juntos para promover mudanças, recriar histórias, unir pessoas para somar forças, essas são as nossas ferramentas infalíveis de trabalho, contra esse sistema social compulsório e antidemocrático.”

Romilson Freitas, dinamizador cultural da comunidade de Periperi/Nova Constituinte

* Fernanda Colaço éArte-educadora e responsável pela formação e acompanhamento da atuação comunitária dos jovens dinamizadores do CRIA.

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